Quando aos céus voltares os teus olhos e clamares:
- Senhor! Eleva-me ao teu querer! Permita-me ser digno!
Saibas que como o fio da navalha sofrerás! E de dores jamais sentidas te fartarás! Pois se levantará contra ti teu próprio ser para lançar-te nas profundezas sombrias da inconsciência.
Verás teu coração pesar como uma montanha enquanto tentas imergir da agonia torturante que impiedosamente te aflinge.
E de nada te valerá questionar quase insanamente em meio à lágrimas e ranger de dentes:
- Porque? Não somos o mesmo? Como não enxergas que nos está matando?
Pois apenas o vazio, a dúvida e a indiferença te responderão!
Sabeis pois que aos fracos nunca foi oferecido e aos fortes nunca foi negado, mas vós que conheceis a própria imperfeição e pedís por clemência, ela vos é dada em forma de luz, que te trará toda dor, pois conhecereís a morte!
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